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ABRIL - MAIO /2013 | Informativo FAESP

Embaixador brasileiro é nomeado como Diretor-Geral da OMC

Roberto de Azevêdo é o sexto ­Diretor-Geral da OMC. Ele foi no-meado para um mandato de quatro anos, que se inicia efetivamente em 1º de setembro de 2013.

Com o apoio dos países emergen-tes, o embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo foi eleito dire-tor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Reconhecido por sua capacidade de hábil negociador, o embaixador brasileiro deve assumir o cargo em 1º de setembro para co-mandar da OMC por 4 anos, no lugar do atual diretor, Pascal Lamy. É o principal cargo ocupado por um brasileiro na diplomacia interna-cional. Em 2011, o Brasil já havia no-meado o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.

Até então, com exceção do tai-landês Supachai Panitchpakdi, em 2002-2005, o cargo de principal exe-cutivo da OMC sempre foi ocupado por um europeu.

Criada em 1995, com o acordo de Marrakech, em substituição ao Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT), a Organização Mundial do Comércio, que possui 159 países sig-

natários, funciona como uma espécie de tribunal do comércio mundial. A OMC também oferece estrutura para seus países membros reunirem-se para negociar acordos, debater polí-ticas e resolver conflitos comerciais. Na disputa pelo posto de diretor-geral da OMC, o brasileiro concorreu com outros oito candidatos. Na eta-pa final o brasileiro venceu o mexi-cano Hermínio Blanco, que tinha o apoio dos EUA e da Europa. À frente da OMC, o principal de-safio do embaixador brasileiro é fazer com que o comércio flua da maneira mais livre possível, de forma a pro-mover o crescimento do comércio mundial. E para que isso ocorra, será preciso destravar a Rodada de Doha, que visa à liberalização do comér-cio mundial e está inconclusa desde 2001. O avanço da Rodada de Doha é de interesse comum dos países mem-bros, mas o grande entrave é a falta de consenso sobre temas polêmicos. Em dezembro próximo, em Bali (Indonésia), na IX Conferência Mi-nisterial, o embaixador Azevêdo terá sua primeira oportunidade de tentar uma solução que permita avançar nos

O principal desafo do embaixador brasileiro é fazer com que o comércio fua da

maneira mais livre possível, de forma a promover o crescimento do comércio mundial. E para isso será preciso destravar a Rodada de Doha, que visa à liberalização do comércio mundial e está inconclusa desde 2001

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